Últimas de Clementina chegam ao CD

E por falar em Clementina de Jesus, é lamentável que a gravadora EMI não tenha cumprido a promessa de manter em catálogo a discografia da artista. Até porque os discos já tinham sido remasterizados para coleção produzida há alguns anos pela Petrobrás, com distribuição restrita a jornalistas e a clientes da empresa. Infelizmente, a obra de Clementina permanece dispersa em coletâneas pouco informativas.
5 COMENTÁRIOS:
Como bem definiu Hermínio Bello de Carvalho, Clementina é um elo perdido. Simplesmente única! Considero ela e Dona Ivone Lara as matriarcas do nosso samba.
A maior cantora do Brasil. Como disse Aldir Blanc, na letra de
Rainha negra (música de Moacyr Luz)
A idade da sereia
O baticum de pé no chão
Chuá de cachoeira...
O mito, o rito ritmam a respiração
Tantan e atabaque
A gargalha do ganzá
O canto do trabalho
A dança, a ânsia sagrada de rememorar
O escuro do negreiro
O açoite pardo do feitor
E um clarão enganador:
A liberdade sonhada ainda não chegou
Saúdo os deuses negros
Da serra-mar céu de Quelé
Pro povo brasileiro
Rainha negra da voz, mãe de todos nós
Essa música foi feita em homenagem a Clementina?
É uma homenagem a Clementina, sim. Saiu no disco Olho D´água, da Bethânia. Só sabe quem leu nos jornais, porque os encartes dos discos não informam nada. Mas estava aqui pra dizer que amo o canto da Clementina, que sempre me alegra, me faz apagar coisas ruins, me põe sempre para cima. Obrigado por tudo, Clementina! Flávio.
Clementina é um marco eterno na música do Brasil!
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