Filme do Abba resiste bem ao tempo por documentar auge do grupo com cinismo
Resenha de DVD
Título: Abba - The Movie
Artista: Abba
Gravadora: Universal Music
Cotação: * * *
"Queremos o Abba!". "Queremos o Abba!". O grito de guerra da enlouquecida multidão de fãs do conjunto sueco ecoou forte nos aeroportos, estádios e hotéis durante a passagem do quarteto pela Austrália, em 1977. Era o auge do Abba. Dancing Queen explodia nas pistas de disco music que se multiplicavam em todo o mundo nos embalos de sábado à noite. Fernando, sucesso de 1976, era espécie de hino para a platéia que canta a música em coro com o grupo em megashow. A cena faz parte do DVD Abba - The Movie, lançado esta semana mercado nacional pela Universal Music. Dirigido por Lasse Hallström em março de 1977, durante turnê do grupo por quatro cidades da Austrália, o filme foi remasterizado, ganhou áudio DTS 5.1 e chega ao DVD como retrato curioso da popularidade do conjunto na segunda metade dos anos 70.
Recorrentes em todo o documentário, as imagens em que jovens esperam ansiosos pelo conjunto enquanto gritam "Queremos o Abba!" traduzem com perfeição o estado de histeria causado pelo grupo num público que, alheio à explosão punk, curtia os vocais harmônicos e melodiosos do Abba. Na Austrália e em várias partes do mundo.
Abba - The Movie não é uma biografia do quarteto. A história da ascensão, apogeu e queda de Anni-Frid, Benny, Björn e Agnehta já foi contada em outro DVD, The Winner Takes It All. Este retrata tão somente a Abbamania a partir de argumento fictício: um DJ, interpretado por Robert Hughes, é escalado para fazer uma entrevista com o quarteto em sua turnê pela Austrália. A perseguição do DJ Ashley ao grupo é o pretexto para que se vejam cenas reais de entrevista coletiva (em que os artistas se queixam da rotina estafante das turnês), dos concorridos shows, dos tumultados desembarques nos aeroportos, enfim, de tudo o que cerca a passagem de um grupo pop por um país estrangeiro que o idolatra.
A narrativa linear cresce nos momentos em que retrata toda a loucura com certo cinismo. Há algumas boas sacadas como o clipe de The Name of the Game - feito a partir de um sonho megalômano do DJ em que ele finalmente encontra o Abba e é reverenciado com todas as honras pelo quarteto - e como a cena em que um motorista de táxi fala mal do grupo. No todo, o filme até que resiste ao tempo, sobretudo pelo caráter documental das imagens de histeria e devoção dos fãs, mas já perdeu a aura inovadora da época de seu lançamento.
Título: Abba - The Movie
Artista: Abba
Gravadora: Universal Music
Cotação: * * *
"Queremos o Abba!". "Queremos o Abba!". O grito de guerra da enlouquecida multidão de fãs do conjunto sueco ecoou forte nos aeroportos, estádios e hotéis durante a passagem do quarteto pela Austrália, em 1977. Era o auge do Abba. Dancing Queen explodia nas pistas de disco music que se multiplicavam em todo o mundo nos embalos de sábado à noite. Fernando, sucesso de 1976, era espécie de hino para a platéia que canta a música em coro com o grupo em megashow. A cena faz parte do DVD Abba - The Movie, lançado esta semana mercado nacional pela Universal Music. Dirigido por Lasse Hallström em março de 1977, durante turnê do grupo por quatro cidades da Austrália, o filme foi remasterizado, ganhou áudio DTS 5.1 e chega ao DVD como retrato curioso da popularidade do conjunto na segunda metade dos anos 70.
Recorrentes em todo o documentário, as imagens em que jovens esperam ansiosos pelo conjunto enquanto gritam "Queremos o Abba!" traduzem com perfeição o estado de histeria causado pelo grupo num público que, alheio à explosão punk, curtia os vocais harmônicos e melodiosos do Abba. Na Austrália e em várias partes do mundo.
Abba - The Movie não é uma biografia do quarteto. A história da ascensão, apogeu e queda de Anni-Frid, Benny, Björn e Agnehta já foi contada em outro DVD, The Winner Takes It All. Este retrata tão somente a Abbamania a partir de argumento fictício: um DJ, interpretado por Robert Hughes, é escalado para fazer uma entrevista com o quarteto em sua turnê pela Austrália. A perseguição do DJ Ashley ao grupo é o pretexto para que se vejam cenas reais de entrevista coletiva (em que os artistas se queixam da rotina estafante das turnês), dos concorridos shows, dos tumultados desembarques nos aeroportos, enfim, de tudo o que cerca a passagem de um grupo pop por um país estrangeiro que o idolatra.
A narrativa linear cresce nos momentos em que retrata toda a loucura com certo cinismo. Há algumas boas sacadas como o clipe de The Name of the Game - feito a partir de um sonho megalômano do DJ em que ele finalmente encontra o Abba e é reverenciado com todas as honras pelo quarteto - e como a cena em que um motorista de táxi fala mal do grupo. No todo, o filme até que resiste ao tempo, sobretudo pelo caráter documental das imagens de histeria e devoção dos fãs, mas já perdeu a aura inovadora da época de seu lançamento.
1 COMENTÁRIOS:
rosemberg
por isso que as vezes o passado é bem melhor do que o presente.
memoria_pele@hotmail.com
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