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Sábado, Janeiro 21, 2006

Em excelente forma, Ney precisa ter sua discografia mais valorizada pela indústria

É espantosa a excelente forma vocal de Ney Matogrosso. A estréia do show Canto em Qualquer Canto no Rio, em minitemporada no Canecão, assombra quem se dá conta de que o cantor já fará 65 anos em 1º de agosto. Em cena, Ney (na foto, num flagrante da turnê do espetáculo) continua o mesmo grande sedutor que conquistou o Brasil em 1973, na pele pintada do cantor do efêmero grupo Secos & Molhados, e que manteria admiravelmente seu público ao longo de 33 anos com discos e shows memoráveis. A voz continua extensa, com contornos dramáticos. E o corpo, elástico e magérrimo, contribui para que sua performance seja - como de hábito - irretocável.

Intérprete moldado para o palco, Ney nunca fez concessões em seus discos. Mesmo seus LPs da primeira metade da década de 80, gravados com uma ou duas faixas de apelo radiofônico, são trabalhos de alto nível. A propósito, o descaso da indústria fonográfica com a discografia de Ney nos anos 70 e 80 é lamentável, um crime contra a cultura nacional. Seus três primeiros trabalhos individuais gravados na extinta Continental - Água do Céu Pássaro (1975), Bandido (1976) e Pecado (1977) - sequer mereceram uma reedição em CD. Alguns álbuns da Warner - caso de Seu Tipo (1979) - até foram recuperados com capricho graças ao titã Charles Gavin. Já os bem-sucedidos discos de sua primeira fase na PolyGram (hoje Universal Music) foram relançados em 1993 na série Colecionador (de horrenda e padronizada arte gráfica), sumiram das prateleiras e permanecem esquecidos. Isso para não falar na Sony & BMG, que parece ignorar ter em seu catálogo a obra-prima Quem Não Vive Tem Medo da Morte, disco de 1988 nunca relançado em formato digital.

Ney gravou muita coisa boa. O show Canto em Qualquer Canto - já editado em DVD e CD ao vivo - recupera alguns lados b de sua rica obra. A gravação é excelente, mas, a julgar pela estréia carioca, na noite de 20 de janeiro, o espetáculo cresceu e ficou ainda mais azeitado, com a adição no repertório de Ela e Eu (música de Caetano Veloso, lançada por Maria Bethânia em 1979) e de dois hits do Secos & Molhados (Fala e Rosa de Hiroshima). Luxo só!

5 COMENTÁRIOS:

Cristina said...

vi Ney neste show em São Paulo. realmente ele canta com o mesmo vigor de shows como destino de aventureiro. um espanto!

09:30  
the flash said...

Ney é o máximo!

10:35  
Rosana said...

Ney Matogrosso é perfeito e incomparável. Já vi esse show duas vezes em São Paulo e sou testemunha de que ele enfeitiça!
Uma correção apenas: "Quem não vive tem medo da morte" foi, sim, lançado em CD, com tiragem reduzida, no mesmo ano do lançamento do LP. Foi o primeiro lançamento simultâneo em CD e LP de Ney.

19:04  
Anonymous said...

rosemberg

ney é aquele tipo de artista que nos enche de orgulho de sermos brasileiros.
talento, dignidade, força e sabedoria de a cada ano surpreender o seu publico com trabalhos de alta qualidade.
o publico agradece e o mantem sempre em evidência.
parabens.
bergrjmax@bol.com.br

15:50  
Anonymous said...

Ney é um dos artistas brasileiros que mais levam a sério o seu trabalho. É obcecado pela qualidade, viaja para os lugares mais distantes e faz questão de apresentar seus shows exatamente como apresentados no eixo Rio-Sampa. Essa é uma clara demonstração de respeito para com o seu público. Só uma queixa: ele nunca inclui MAL NECESSÁRIO (uma das _+ belas músicas do seu repertório) no roteiro dos seus shows. Viva Ney, viva a MPB de qualidade que ele faz questão de cantar.

21:06  

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