Pela voz e pelo repert�rio, Ney se salva na roda-viva dos projetos ao vivo
Resenha de disco
T�tulo: Canto em Qualquer Canto
Artista: Ney Matogrosso
Gravadora: Universal
Cota��o: * * * *
Est� dif�cil escapar da dobradinha DVD / CD ao vivo que domina o mercado. Nem artistas com liberdade art�stica, como Ney Matogrosso, conseguem ficar imunes aos projetos do g�nero. Tanto que chega �s lojas na pr�xima semana o CD Canto em Qualquer Canto, gravado em dezembro de 2004, em S�o Paulo (o DVD sair� em setembro). O que era um simples show para comemorar o anivers�rio do Canal Brasil acabou ganhando registro que se incorpora � discografia do cantor. Pelo habitual apuro na realiza��o de seus espet�culos, Ney se salva - e o que poderia soar como uma grava��o banal acaba se impondo na digna obra do artista.
O diferencial do show � o luxuoso quarteto de cordas formado por Pedro J�ia (ala�de e viol�o), Ricardo Silveira (guitarra e viol�o), Marcelo Gon�alves (viol�o de sete cordas) e Z� Paulo Becker (viola e viol�o). Pontuada por este afiado naipe de cordas, a grava��o (de excepcional qualidade t�cnica) ganha sonoridade forte que arma a cama para que Ney, em grande forma vocal, refine um repert�rio que foge do �bvio.
As nuances dos arranjos e das interpreta��es do cantor valorizam o disco. Seja pela sutil ironia de J� te Falei (p�rola da lavra dos Tribalistas, lan�ada por Rita Lee), pelo suingue de Oriente (Gilberto Gil), pelo tom dengoso de L�bios de Mel (do repert�rio de �ngela Maria) ou pelo vigoroso toque flamenco de O Doce e o Amargo (da obra dos Secos & Molhados), vale ter este Canto em Qualquer Canto. Inclusive para ouvir Ney cantar a bela faixa-t�tulo, de Itamar Assump��o e N� Ozzetti. Entre lados B de sua discografia (Ardente, de Joyce, vem do disco Seu Tipo, de 1979) e hits como Tanto Amar (Chico Buarque, gravada pelo cantor nos anos 80, em sua fase de maior sucesso comercial na carreira solo), Ney Matogrosso reafirma sua categoria de grande int�rprete. Ele ainda canta muito bem em qualquer canto.
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