Terça-feira, Janeiro 30, 2007

Gabrielli evita comentar mudança de comando de estatal boliviana

Presidente da Petrobras, José Gabrielli, governador do Rio, Sérgio Cabral, e a diretora-presidente do Grupo O DIA, Gigi Carvalho, participam do seminário Um Brasil Que Cresce, na sede da Petrobras / Foto: Marcelo Martins - Agência O DIA

O presidente da Petrobras José Gabrielli mostrou contrariedade nesta terça-feira quando perguntado a respeito da mudança de comando da estatal de gás e petróleo boliviana Yacimentos Petroliferos Fiscales Bolivianos (YPFB). Ontem, Manuel Morales de Oliveira, assumiu o comando no lugar de Juan Carlos Ortiz, que renunciou na sexta devido a diferenças com o governo de Evo Morales a respeito da nacionalização da indústria energética do país. Ortiz defendia posições mais moderadas em relação à Petrobras era contra o aparelhamento da estatal.

"Eu não vou discutir isso pela imprensa. Não vou fazer nenhuma opinião sobre o novo presidente da YPFB", disse Gabrielli, acrescentando apenas que conhece o novo presidente da estatal e espera manter com ele relações "as mais cordiais possíveis". (Por André Zahar)



Cabral critica o "PAC paralelo" e defende discussão institucional

O governador Sérgio Cabral criticou nesta terça-feira, na saída do seminário "Um Brasil que cresce", o que chamou de "PAC paralelo", referindo-se a propostas feitas pelos governadores ao governo federal paralelamente ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

"Sou contra essa discussão de PAC paralelo. PAC é um sonho do governo federal. Se os governos estaduais forem discutir PAC, geram um ruído profundo e não se unifica a pauta. A pauta tem que ser de assuntos federativos, que dizem respeito aos interesses dos 27 estados. Se forem tratar de PAC, cada um vai puxar para o varejo de seu estado. A discussão sobre o pacto federativo com o governo federal é institucional".

Na segunda-feira, 12 governadores se reuniram e Brasília elaboraram uma lista de 12 reivindicações que representariam um impacto de R$ 10,9 bilhões à União. Cabral justificou a ausência no encontro dizendo que o combinado era que os governadores Paulo Hartung (ES) e Aécio Neves (MG) representassem Sudeste. "Tanto que nem eu nem o José Serra (SP) fomos", disse. (Por André Zahar)


Cabral comemora realização no RJ dos dois maiores investimentos do País

Em rápido discurso, feito de improviso, o governador Sérgio Cabral Filho exaltou as parcerias do Governo do Estado com a iniciativa privada e com a União. Na avaliação dele, a pespectiva para a economia do Rio é a "mais otimista possível".

Cabral ressaltou que o Estado está prestes a receber os dois maiores investimentos público e privado do País, referindo-se ao Complexo Petroquímico de Itaboraí e ao investimento do grupo alemão Thyessen da ordem de 3 bilhões de euros.

Sérgio Cabral comemorou ainda a inclusão do Arco Rodoviário no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. "Podemos ter grandes centros logísticos no entorno do arco", afirmou.

Outra parceria mencionada foi a implantação, com apoio da Caixa Econômica Federal, do pregão eletrônico para as compras realizadas pelos órgão do governo estadual.

Em sua fala, Cabral destacou também as vocações de cada região do Estado, afirmando, contudo, que o desafio maior é a "cidade do Rio". Segundo ele, as ações na área de Segurança Pública podem contribuir para melhorar o ambiente para empresários que desejam investir no estado.

Nas considerações finais, o governador fez uma homenagem à diretora-presidente do Grupo O DIA, Gigi Carvalho, presente no evento. "O Dia é um jornal que tem a cara do Rio de Janeiro e onde eu tive o privilégio de trabalhar durante muitos anos", salientou. (Por André Zahar)


Gabrielli destaca importância do petróleo na economia do Rio

O presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli de Azevedo citou as construções das plataformas P51, P52 e P54, o Complexo Petroquímico de Itaboraí e a planta de regaseificação - que transforma gás natural liqüefeito em gás no estado gasoso - como obras importantes para o desenvolvimento do Rio.

Gabrielli ressaltou a importância da participação do petróleo no PIB do Estado, que segundo ele, cresceu de 3,4% para 21,3% no período entre 1996 e 2005. A Petrobras responde ainda por 34,4% da arrecadação de impostos do Estado.

Ainda de acordo com Gabrielli, o Rio vai receber 42% do total de investimentos previstos pela empresa no País nos próximos quatro anos. (Por André Zahar)


Diretor do IPEA diz que mercado interno vai impulsionar economia

Em sua participação no seminário "Um Brasil que Cresce", o diretor de estudos macroeconômicos do IPEA, Paulo Mansur Levy, previu crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 3,6% em 2007, mas com taxas de importações e exportações menores que as de 2006.

Nos últimos anos, segundo eles, as exportações fomentaram o crescimento econômico do país e a tendência a partir de agora é que a demanda doméstica tenha papel determinante na economia brasileira. Esta, segundo ele, vai atingir patamares aos quais não chegava desde 2000.

Para acelerar o crescimento, o diretor do IPEA sugeriu medidas ortodoxas como ajustes na Previdência (com desindexação de salário mínimo e aposentadorias) e manuntenção do superávit primário. Ele fez ressalvas ao reajuste do salário mínimo, que, na avaliação dele, tem pouco impacto na redução da pobreza.

"O Bolsa Família é sete vezes mais eficaz (como ferramenta de redução da pobreza). O salário mínimo foi importante, neste sentido, no passado", expressou.

Levy considera insuficientes as medidas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e defende reformas mais profundas. "pode ser que os outros estejam certos e eu, errado. Se for o caso, e o Brasil crescer, melhor, mas eu considero que parar por aí pode ser insuficiente". (Por André Zahar)


Vice-presidente da FIRJAN critica insuficiência de marcos regulatórios

Representando o presidente da FIRJAN, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, o vice-presidente da federação, Raul Sanson, criticou a insuficiência de marcos regulatórios no País.

"Não é possível que investimentos sejam inibidos pela insuficiência de marcos regulatórios ou a indefinição quanto ao poder das agências reguladoras. É preciso compreender a dimensão da produção nacional para atender o segmento de petróleo e gás. Sejamos heróis para buscar uma solução política industrial que tenha condições de competitividade", ressaltou. (Por André Zahar)


Presidente da Petrobras elogia plano de auto-suficiência

O presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli de Azevedo elogiou a conjuntura atual de auto-suficiência na produção de petróleo, solução de problemas macroeconômicos e redução de juros.

Segundo Gabrielli, a partir de agora, os focos das gerências da Petrobras se deslocam de um curto para um longo prazo. (Por André Zahar)


Wagner Bittencourt: 'Brasil pode crescer a taxas chinesas'

Em seu discurso no seminário "Um Brasil que Cresce", o diretor de Infra-Estrutura do BNDES Wagner Bittencourt disse que não é absurdo imaginar que o País possa crescer no ritmo da economia chinesa (cujo PIB em 2006 teve incremento de 10%).

"Com o Brasil organizado teremos as condições básicas de alcançar taxas maiores que as recentes", destacou.

Bittencourt tratou dos investimentos em infra-estrutura e logística citando como exemplo o estado precário das rodovias brasileiras. "As vezes as empresas são competitivas do portão para dentro e perdem competitividade do portão para fora", destacou.

Entre os investimentos mencionados para o setor de energia, ele citou o plano decenal (2006-2015), que pretende expandir em 40 mil megawatts a capacidade de geração de energia até 2015. (Por André Zahar)